Não dá pra ficar indiferente ao caso da menina de 9 anos que ficou grávida, de gêmeos, ao sofrer abuso sexual do padastro. Um caso de comoção nacional, que ocorreu em Alagoinha - Pernambuco, seja pela situação em si, como pela repercussão da decisão da equipe médica de realizar um aborto. No entanto, a opinião geral, diz que está correto adotar este procedimento, pois a vida da menina não pode correr “perigo” por alguém que nem nasceu ainda. E mais uma vez o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, deixa clara sua posição pró-abortista e condena a decisão do Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho de se posicionar contra o aborto em qualquer circunstância. E mais uma vez este humilde blog deixa clara sua posição contra o aborto.
O crime sofrido pela menina não pode e nem deve ficar em segundo plano. A violência em todos os sentidos deixa marcas profundas. O que dizer de crianças sofrendo com esta violência generalizada. Pais, parentes próximos, vizinhos ou o caso do caseiro que matou uma criança de 3 anos depois de abusa-la sexualmente, são reflexo de uma sociedade que perdeu por completo seus valores e noção civilidade e respeito. Como então agir diante disto? Dando exemplo, sempre, sem nunca dar motivos pra justificar atos de violência. O caso é triste, mas mais triste é o desenrolar da história onde agora temos ao invés de 1 vítima temos 3 vitimas. Uma estuprada e duas assassinadas.
As crianças assassinadas não eram crianças neste caso? Quando ela é desejada, planejada, querida ela é uma criança que merece todo e qualquer cuidado. Quando não é desejada ou fruto de violência ela deixa de ser criança e passa a ser coisa. Que critérios estamos usando? Conforme a conveniência. Neste caso a “saída mais fácil” e “menos dolorosa” foi o aborto de duas crianças. As marcas da violência sexual ficam, não tenho dúvidas, mas as marcas de perder um filho ou dois é mais dolorosa e amarga. Neste momento é preciso ver casos onde o aborto não foi a solução adotada, mas a mídia simplesmente ignora e em busca de uma liberdade relativista, procura sensibilizar a todos da gravidez de risco. Mas sequer citam a morte de duas crianças que pagaram por pena de morte mesmo sendo inocentes. Sugiro a leitura da carta de Gianna Jessen:
http://comunidadecatolica.wordpress.com/2007/10/03/fui-abortada-carta-de-uma-sobrevivente-de-aborto/
Sempre friso que o aborto é a “solução final” dos nossos tempos. É a inconseqüência pura da falta de fé e amor do homem. Justo o homem que foi escolhido entre todas as criaturas para ser filho de Deus. E talvez por ter essa importância toda ele se acha na condição de decidir sobre a vida e a morte. Reforço minha posição, neste caso e em outros, de ser contra o aborto. E faço um apelo a você leitor que ajude nesta missão. Sugiro assistir os seguintes vídeos:
http://comunidadecatolica.wordpress.com/2007/09/05/video-de-um-aborto/
http://comunidadecatolica.wordpress.com/2007/11/09/mais-videos-sobre-aborto/
http://comunidadecatolica.wordpress.com/2008/06/26/video-de-aborto-uma-dura-realidade/
Por fim devo destacar a firmeza da posição e pronunciamento de D. José Cardoso Sobrinho, que imediatamente se posicionou contra a prática do aborto neste caso. Deixo aqui meus cumprimentos e desde já meu apoio ao Arcebispo de Olinda e Recife. É de exemplos assim que precisamos cada vez mais na Igreja Católica. A firmeza em se posicionar frente aos participantes deste ato inconseqüente foi correta. A mensagem deve ser clara e sem concessões. Aborto Nunca.
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