Apócrifos, um cristianismo escondido?


Por Alessandro Lima

Fonte: http://www.veritatis.com.br

Introdução 

Os livros apócrifos são livros que a Igreja Católica rejeitou ao determinar o cânon bíblico, isto é, ao definir quais livros fariam ou não parte da Bíblia, processo este que durou pelo menos 5 séculos.

Alguns teólogos  “católicos” têm publicado obras sobre estes livros, afirmando haver neles um cristianismo autêntico que a Igreja Católica resolveu esconder das pessoas. Mais lamentável que esta resolução de alguns filhos da Igreja, é o apoio que eles têm de editoras ditas “católicas” que editam suas obras.

Nosso artigo não pretende atacar tais teólogos, mas sim o erro que propagam, por isso não lhes daremos a honra de serem citados em um dos nossos artigos.

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A Necessidade do Magistério e da Tradição da Igreja


Fonte: www.veritatis.com.br

A Igreja Católica, desde os tempos apostólicos ensina que além da Sagrada Escritura, também é necessário para a formação doutrinal e moral da Igreja, a Sagrada Tradição (compreendendo aí os ensinamentos dos apóstolos e dos primeiros cristãos) e o Sagrado Magistério ( compreendendo o que os Concílios, o Bispo de Roma em particular, e em comunhão com ele todos os Bispos definem e ensinam como verdades de fé e moral ).

 Tal tríade abençoada ( Sagrada Escritura, Sagrada Tradição e Sagrado Magistério) foram e são os responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção de toda a doutrina católica nestes vinte séculos de história cristã.

O Protestantismo nega tanto a Tradição quanto o Magistério legitimamente instituído por Jesus Cristo. Para eles, a única regra é a Sola Scriptura (ou seja somente a Bíblia e nada mais do que ela é regra de fé e de moral) interpretada livremente por qualquer pessoa ( método do livre exame ). Eis Martinho Lutero a dize-lo sem rodeios: “a todos os cristãos e a cada um em particular pertence conhecer e julgar a doutrina. Anátema a quem lhe tocar um fio deste direito” ( Conforme D. M. Luthers, Werke, Kritische Gesamtausgabe. Weimar, X. 2 Abt., p. 217, 1883 ss). Como se dissesse a cada um de seus seguidores: Eia pois, valoroso cristão! Tu és mestre de ti mesmo. Despreza tudo o que os primeiros cristãos, os Bispos e os Concílios definiram como verdade. Toma tu a bíblia, senta em tua saleta e defina tu mesmo o teu cristianismo!

Procuraremos demonstrar – Se Deus o consentir – que ao abandonar tanto a Sagrada Tradição quanto o Sagrado Magistério, o protestantismo provocou inadvertidamente sua própria dissolução doutrinária e orgânica. E hoje, infelizmente, sob o elástico nome de “protestantismo” se abrigam milhares e milhares de seitas doutrinariamente e disciplinadamente discordantes entre si. Causando um fragrante escândalo à causa ecumênica e ao desejo expresso de Jesus Cristo: ” Para que todos sejam um (…) e o mundo creia que tu me enviaste” ( Jo 17, 20-21).

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