O RELATIVISMO DOS CATÓLICOS LIBERAIS E A DESCONSTRUÇÃO RELIGIOSA

Por Pedro Ravazzano

 

O que é ser um católico alienado? Se for, por acaso, seguir filialmente os ensinamentos da Igreja, obedecer ao Santo Padre, levar em conta a visibilidade da Igreja e o poder Magisterial, então eu sou um católico alienado e espero que todos sejam. E se, como pretendem alguns, ser um católico liberto significa desobedecer a Igreja, priorizar as teologias heréticas que se opõem propositalmente ao pensamento dogmático, desacatar os ensinamentos doutrinais em nome de um relativismo fruto da tentativa de adaptar a fé a crenças e objetivos mesquinhos e mundanos, então eu prefiro viver na prisão da religião, não sou um “católico liberto”

 Aqueles que são católicos o são por livre escolha, aqueles que seguem a vida religiosa ainda fazem livremente. Se a crença desses homens e mulheres não é coagida nem imposta, por que cargas d’água preferem desobedecer a sair e fundar uma nova seita? Ser católico nos coloca na posição de filhos da Mater Ecclesia, e como seremos filhos bondosos se não só desobedecemos a Mãe como a ultrajamos? Os católicos liberais (modernistas) rejeitam a doutrina da Igreja, os pronunciamentos Papais, muitos dogmas e crenças que só são cridos por conta da autoridade romana que valida a ortodoxia e a legitimidade desses pontos. Ao mesmo tempo em que se opõem a tais ensinamentos eclesiásticos, participam da Eucaristia, veneram os santos, seguem atos de devoção e piedade, consideram os Padres legítimos Sacerdotes, Bispos verdadeiros Pastores, a Bíblia um Livro Sagrado. E o que mantém todas essas verdades senão a própria Igreja? É a Igreja – invisível, de fato, mas também visível e estável afinal Cristo criou uma instituição – que assegura que na Eucaristia o Corpo e o Sangue se fazem presentes, pois é ela que tem o múnus divino de guiar e manter o depósito da fé, é a Igreja que ratifica a santidade dos homens e legitima os milagres, é a Igreja que autoriza e impulsiona atos de devoção depois de atestar a sua ortodoxia, é a Igreja que autentica o Sacerdócio dos Padres e é nela que a Sucessão Apostólica progride em perfeita continuidade, é a Igreja que assegura a Revelação da Escritura, afinal foi ela que a escreveu e é nela que a Tradição é protegida, é a Igreja que zela pelo verdadeiro credo, já que foi o seu poder, dado por Cristo, que resguardou a verdadeira fé dos ataques dos hereges nos tempos patrísticos. Ora, até mesmos os liberais e modernistas precisam da Igreja para crer, sem ela pontos essenciais da doutrina, que são vistos hoje com grande naturalidade, ou não chegariam até nós, ou seriam corrompidos, ou não teriam base para se manter.

 

Ao mesmo tempo, esses mesmos homens e mulheres preterem outros ensinamentos da Igreja, escolhem o que crer, rejeitam aquilo que se mostra incompatível com suas crenças pessoais e, no máximo, comunitárias. É quase uma Livre-Interpretação doutrinal. Se os protestantes, irmãos separados, interpretam a escritura de maneira individual, sendo essa a porta de entrada do relativismo e do liberalismo religioso, os similares católicos acatam os ensinamentos que são básicos para qualquer religião cristã, mas renegam aquilo que os caracteriza como católicos; renegam a Igreja mais precisam da Igreja para crer. Por isso essa postura é relativista, ou seja, não tem fidelidade para com a Verdade nem com aquilo que eles consideram verdade. Até mesmo a vivência no erro deve e pode ser honesta. Se alguém me perguntar se prefiro um protestante liberal que rejeita os ensinamentos dos Reformadores e desenvolve uma teologia sem sintonia com o espírito luterano ou calvinista, digo, com segurança, que optaria por um protestante fiel a doutrina reformada, seguidor da ortodoxia da sua denominação. Os relativistas católicos vivem numa situação insustentável; ao mesmo tempo em que são católicos, portanto precisam da Igreja para zelar e proteger a sua fé, são relativistas, ou seja, rejeitam pontos essenciais da Religião e colocam em discussão os fundamentos basilares da identidade católica. Ademais, esses homens e mulheres não têm a coragem de perceber que as incongruências entre seus ensinamentos e os da Igreja os colocam numa posição cismática e herética, ou seja, não são honestos o suficiente para romper com a Igreja, e por quê? Porque reconhecem que precisam da Esposa de Cristo para continuar crendo!

 

É uma relação de amor e ódio; amam e não amam, querem e não querem, precisam e não precisam. Muitas vezes esse discurso relativista toma um contorno materialista, como na Teologia da Libertação. Vejam que os adeptos dessa heresia, ao mesmo tempo em que falam tanto da pobreza e do capitalismo selvagem, se assemelham, e muito, aos alvos de suas críticas; individualizam a fé, tomam uma postura extremamente subjetiva, egoísta e pessoal, com isso reduzem uma Religião Universal, de 2000 mil anos, a uma realidade específica, contextual, pontual e, provavelmente, temporária. Além disso excluem as bases da correta hermenêutica cristã, substituindo a Tradição pela sociologia, o Magistério pelas teorias de exploração. Desse modo, mudando o fundamento básico que norteia o entendimento de todo o cristianismo, a Teologia da Libertação cria uma nova interpretação, “interpretação que se afasta gravemente da fé da Igreja, mais ainda, constitui uma negação prática dessa fé.” (Como disse o Papa João Paulo II por meio da Congregação para a Doutrina da Fé no documento Libertatis Nuntius)

 

No dizer do Santo Padre João Paulo II, através da Congregação para o Clero, no ano 2001:

 

Na sociedade, assinalada hoje pelo pluralismo cultural, religioso e ético, parcialmente caracterizada pelo relativismo, pelo indiferentismo, pelo irenismo e pelo sincretismo, parece que alguns cristãos se tenham quase habituado a uma espécie de “cristianismo” destituído de reais referências a Cristo e à sua Igreja; tende-se, dessa forma, a reduzir o projeto pastoral a temáticas sociais colhidas numa perspectiva exclusivamente antropológica, no âmbito de um genérico apelo ao pacifismo, ao universalismo e a uma referência não bem especificada a “valores”.

 

O relativismo destrói as noções básicas da fé; nada é Verdadeiro, nada pode ser compreendido como Verdadeiro, Eterno e Imutável. A postura dos homens do séc. XXI é terrivelmente aterrorizante, hoje em dia o espírito relativista assombra e invade todos os ambientes, existe a difusão desse ethos que destrói as mentes e impõe um princípio de mentira e contradição. Os mais crassos e óbvios paradoxos são defendidos sem pesar e receio, isso por conta da postura adotada, inconscientemente, pela sociedade. Gosto muito da noção de “ethos”, ou seja, um espírito, um arcabouço moral, comportamental, que determina a ação dos homens. A décadas atrás os indivíduos eram cristãos em ação mesmo quando não professavam a fé em Nosso Senhor, isso se dava por conta da involuntariedade dos atos apostólicos que pululavam na sociedade. Não era necessário que ninguém fosse católico para defender a vida, combater a pobreza, buscar a Verdade, odiar a mentira e a imoralidade, todas essas posturas se faziam presentes naturalmente, porque estavam na construção do ideal de humanidade. O relativismo não só destruiu essas bases como colocou no seu lugar um novo ethos, um espírito de tanto faz, de falsa liberdade, onde qualquer invenção religiosa e filosófica é aceita por conta do tal respeito pluralista, além disso, o amor e a paz são terrivelmente desconstruídos, ficando submersos em princípios sentimentais, empobrecidos, onde amor vira o clichê da paixão e a paz a caricatura do pacifismo a todo custo. “E assim, abandonando-se ao relativismo e ao cepticismo (cf. Jo 18, 38), ele vai à procura de uma ilusória liberdade fora da própria Verdade.” (João Paulo II, Veritatis Splendor)

 

O relativismo, desse modo, não se submete a Verdade, sequer se interessa em buscá-La, ele não só impede que se chegue até Ela como eleva ao Seu mesmo nível todas as mentiras oriundas de falsas compreensões e noções obtusas acerca da Religião. “O relativismo, tudo justificando, e afirmando que tudo é do mesmo valor, impugna o caráter absoluto dos princípios cristãos.” (Paulo VI, Ecclesiam Suam). O relativismo, propositalmente, ainda confundiu a noção de respeito com a de aceitação; não precisamos concordar com o erro para guardar os direitos daqueles que vivem nas sombras. No entanto o princípio relativista impõe a nivelação da Verdade com a mentira, assim sendo, tudo passa a ser autêntico e digno de reverência, mesmo quando há clara oposição entre o que cremos, o que é crido pela Igreja, e o que é seguido pelos que estão foram da comunhão. Claro que isso não nos autoriza a repudiar os irmãos separados – hereges – ao contrário, nos incentiva a tomar uma postura de caridade, buscando  a conversão e a adesão a tudo aquilo que foi deixado por Cristo e guardado pela Sua Igreja. A diversidade é parte essencial da nossa catolicidade mas, por sua vez, defende-la de forma relativista, como se não houvesse um fio condutor que determina a mesma crença, é um erro sem tamanhos. A beleza e riqueza da heterogeneidade da Religião é justamente o fato de haver uma miscelânea de espiritualidades e externalizações da fé mas que, na alma de cada fiel, pulsa a mesma Verdade, se incendeia o mesmo fogo que arrebata os corações em Cristo, que eleva as almas e as fazem ficar apaixonadas pela vida e morte de Nosso Senhor – “A convergência do que é diverso não deve dar a impressão de uma cedência àquele relativismo que nega o próprio sentido da verdade e a possibilidade de a obter.” (Bento XVI no 20º aniversário do encontro inter-religioso de oração pela paz). Do mesmo modo, vale frisar, o relativismo, ao açucarar as posturas dos homens, adota e difunde um discurso empobrecedor, simplório e banal, onde a Verdade é negociada e o respeito torna-se refém da necessidade de impor um espírito banalizado e mentiroso:

 

“Um alterado respeito pelo pluralismo conduz a um relativismo, que põe em dúvida as verdades ensinadas pela fé e acessíveis à razão humana; isto, por sua vez, leva à confusão acerca da essência da liberdade autêntica.” (Discurso do Papa João Paulo II, em 1998, aos Bispos da Austrália).

 

A fidelidade doutrinal, condenada pelos modernistas, é na verdade oriunda da necessidade do filial seguimento, por parte dos fiéis, aos ensinamentos da Igreja. Se cremos que Ela é a Esposa de Cristo, edificada por Nosso Senhor, não só invisível, mas visível, aderir a tudo aquilo que se forma no seu âmago torna-se uma bela obrigação. O contrário, ou seja, escolher o que acatar, lançar mão de um catolicismo a encomenda, é não ter a coragem de viver a mensagem cristã, com uma sadia radicalidade, não se lançar de corpo e alma na mensagem deixada por Cristo.

 

“Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” (Cardeal Ratzinger na Homilia na Santa Missa ‘Pro Eligendo Romano Pontifice’)

 

Ainda existem aqueles que, buscando autenticar o seu relativismo, procuram justificar seu posicionamento modernista partindo dos documentos e pronunciamentos da Igreja. Pobre Vaticano II. Como distorcem o Concílio, criando um espírito que jamais foi defendido ou propagado pelos Padres Conciliares. Esses homens que pretendem colocar a heresia nas palavras do Vaticano II na verdade corrompem a correta hermenêutica dos documentos conciliares; além de rechaçarem todos os ensinamentos da Igreja antes do Concílio – o que é um absurdo de grandes proporções, afinal o Magistério é contínuo e ele, em sua totalidade, representa os ensinamentos de Cristo. Desse modo romper com 1965 anos de Igreja é renegar 1965 anos de legítimas e autênticas doutrinas cristãs. – impõe uma ótica que parte do mais genuíno modernismo, acreditando na mutabilidade do dogma e da adaptação da Verdade aos tempos, como se não fosse eterna e inerrante. Nem mesmo se Cristo aparecesse em plena sessão conciliar os Padres mudariam com tanta radicalidade, como defendem os relativistas na sua hermenêutica, as doutrinas mais básicas desde a teologia dogmática até as noções de eclesiologia. Assim disse S.S Paulo VI na 8ª Sessão Solene do Concílio Vaticano II:

 

A Igreja conforma-se às novas normas dadas pelo Concílio: são normas fiéis, são normas insignes pela novidade duma consciência mais perfeita da comunhão na Igreja, da sua admirável estrutura, da caridade mais ardente que deve unir, activar e santificar a comunhão hierárquica da Igreja.
 
É este o período daquele verdadeiro «aggiornamento» preconizado pelo nosso predecessor, de venerada memória, João XXIII. A julgar pelas suas intenções, ele não queria certamente dar a esta palavra o significado que alguns tentaram dar-lhe, como se fosse lícito considerar tudo na Igreja segundo os princípios do relativismo e o espírito do mundo: dogmas, leis, instituições, tradições; ele, com efeito, de temperamento austero e firme, tinha diante dos olhos a estabilidade doutrinal e estrutural da Igreja, a ponto de nela basear o seu pensamento e a sua actividade. De futuro, portanto, usaremos a palavra «aggiornamento» para significar a sábia penetração do espírito do Concílio celebrado e a aplicação fiel das normas, feliz e santamente por ele emanadas.

 

Ademais, é importante lembrar, o próprio relativismo em sua postura religiosa, como nos setores de católicos liberais, tem um arcabouço doutrinal: doutrinas estabelecidas e, é claro, o condicionamento mental. Entres as várias verdades do liberalismo religioso podemos citar aquela que afirma que nenhuma corrente religiosa é Verdadeira a não ser quando demonstrada pela razão, além disso afirma categoricamente que todas as doutrinas teológicas são oriundas de grupos de homens, assim como a defesa inconteste da necessidade de modificar o cristianismo de acordo com o progresso da Civilização e as exigências do tempo. Pois bem, o liberalismo, a priori, tinha uma posição extremamente racionalizada, entretanto, a decadência por ele insuflada de tão acentuada corrompeu as próprias noções básicas do pensamento relativista-liberal. Se antes achava que a Verdade só era Verdade quando justificada pela ciência, hoje não só deixou de lado essa postura como se tornou extremamente passional e asquerosamente açucarado; tudo é Verdade, mesmo quando em tudo subsistem contradições crassas. Hoje, os católicos liberais, negociam a Verdade, ou seja, rebaixam o catolicismo e elevam as falsas religiões – não há entre eles a sensibilidade missionária e de conversão. Além disso, graças a influência marxista e a uma dessas proposições, esses setores, heréticos, afirmam categoricamente que o desenvolvimento dogmático na Igreja, com a estruturação da doutrina graças ao aprofundamento teológico e a melhor compreensão da imutável Escritura e Tradição, se deu graças ao enrijecimento da Igreja, a petrificação da hierarquia que se tornou ferramenta de opressão e alienação, criando uma religião anti-popular, aversa ao povo. Ora, que argumento mentiroso. Se a Igreja fez definições doutrinais e dogmáticas por conta dessa realidade sociológica o Espírito Santo e a Sua eterna inspiração foram parar aonde? Ao rebaixar a Igreja eles colocam em dúvida toda a fé que crêem, afinal sem a Esposa de Cristo não há como resguardar a ortodoxia da Religião, e o poder que legitima a infalibilidade e o Magistério é o mesmo poder que autentica o Sacerdote modernista, a Eucaristia que eles profanam, e o Bispo adepto de heresias. Ou seja, sem a Igreja os heterodoxos sequer teriam onde pregar seus erros!

 

Os relativistas são amenos e simpáticos a todos os credos e crenças, menos com o catolicismo. Abrem o sorriso para adeptos de candomblé e espíritas, mas ultrajam e rejeitam aqueles fiéis que procuram vivenciar com fidelidade os ensinamentos da Igreja. Esse liberais ainda vão além ao buscar desmontar todo o arcabouço cristão que fundamenta as sociedades erguidas sob uma sólida base apostólica. Desse modo falam de justiça, paz e caridade sem entender a necessidade de englobar a mensagem de Cristo, a Eucaristia, o Amor de um Deus que de tão imenso Se torna homem e com os homens vive e morre para salvá-los. Quando esvaziados dessa mística cristã tudo fica morno, simplório e vazio. Do que adianta alimentar o homem se dentro dele pulsa um coração que vive nas trevas? O grande erro é enxergar a pobreza como aquela vinculada aos bens, a matéria; a pobreza espiritual, o distanciamento de Cristo, a frieza dos homens e a tibieza da fé, são os males que assolam a Religião, e o que fazem os relativistas? Não só se distanciam das pregações de espiritualidade e devoção como estimulam aquelas que colocam o homem e a matéria no cerne dos discursos; tudo é fruto da justiça dos homens, da necessidade de distribuição de renda, de melhor qualidade de vida. Cristo, nessa ótica, tem um papel coadjuvante, afinal Nosso Senhor aparece não como o Deus que clama a conversão e a elevação dos homens na busca pela salvação, mas como o Pai que não enxerga os pecados e que, além disso, se realiza com a instauração da justiça social, como se ela em si carregasse a plenitude do sentido verdadeiramente cristão de sociedade. Assim afirmou o Cardeal Renato Raffaele Martino, Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz:

 

Se, com efeito, a justiça, a razão, a dimensão material são auto-suficientes e capazes de funcionar muito bem sozinhas, o cristianismo torna-se supérfluo para a vida pública e teria razão a laicidade do relativismo a negá-lo na esfera das escolhas particulares, ou a tolerá-lo, colocando-o no grande “panteão” do supermercado dos deuses. Mas como o Deus cristão não foi acolhido no grande “panteão” dos romanos, não pode estar sequer neste novo “panteão” pós-moderno.

 

Esse esvaziamento da sociedade, o distanciamento dos valores cristãos, ataca as noções mais básicas de moralidade. O cristianismo, que forjou a identidade ocidental, se transformou num mero coadjuvante, não mais serve como o motor espiritual, moral e intelectual de uma Civilização. Em contrapartida os princípios relativistas tomam espaço, destruindo os legados da fé Cristã e impondo aos homens comportamentos empobrecidos, onde a busca pela Verdade é substituída por construções mentais que acatam contradições e ratificam paradoxos. Como disse a Congregação para o Clero, em 1999:

 

É elevado o número de batizados que se afastam do seguimento de Cristo e que vivem segundo um estilo marcado pelo relativismo. O papel da fé cristã é reduzido, em muitos casos, ao de um fator puramente cultural, restrito freqüentemente a uma dimensão meramente privada, sem importância alguma na vida social dos homens e dos povos.[6]

 

Assim vai caminhando essa grande Civilização, tão diversa e tão bela em sua diversidade. Do mesmo modo a Igreja, em sua universalidade, é assolada por homens ingratos e submissos a mentira que buscam não só destruir, mas desconstruir aquilo que foi formado durante séculos de aprofundamento teológico e saber intelectual. A desconstrução é pior do que a destruição, já que é movida por argumentos, mesmo que falaciosos, e  pelo desenvolvimento de raciocínios e objeções que procuram não só retirar a primorosa ortodoxia reinante, mas fazer com que a grande comunidade de fiéis adote, mesmo que inconscientemente, esses discursos que valorizam a mentira e preterem a Verdade.

 

Devemos ficar atentos, combater o relativismo e conhecer a doutrina da Igreja para que assim, fortalecidos com essa manancial, possamos não só defender a Esposa de Cristo dos ataques dos seus inimigos que usam crucifixos e se vestem como Sacerdotes (obviamente isso é uma metáfora, já que modernistas tem aversão a batina e paramentos litúrgicos) mas difundir a Boa Nova em sua plenitude; toda a mensagem transmitida por Cristo aos Apóstolos e resguardada pela Igreja!


 

Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

RAVAZZANO, Pedro. Apostolado Veritatis Splendor: O RELATIVISMO DOS CATÓLICOS LIBERAIS E A DESCONSTRUÇÃO RELIGIOSA. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5640. Desde 18/03/2009.

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