Conversão de um ex-protestante (Altamente recomendável)

ROBERT IAN WILLIAMS: EX-PROTESTANTE

Por Robert Ian Williams

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: http://www.voxfidei.com

A IGREJA E O PROFESSOR

“Como você pôde fazer isto? É serio mesmo a sua conversão? Você agora idolatra Maria? Como você pode contar os seus segredos mais íntimos a outro homem na confissão? Por que você se converteu? Como você pode aceitar ensinamentos que não se encontram na Bíblia?” 

 


Estas são algumas perguntas que tenho recebido desde que fui recepcionado na Igreja Católica. À medida que vão passando os anos, têm se tornado mais freqüentes desde que decidi colocar os fatos no papel para informar os curiosos. Espero que este pequeno resumo ajude os católicos a entender a mentalidade “evangélica” e também ajude os evangélicos a pensar um pouco sobre o problema central que jaz no coração deste assunto: a autoridade.
 
Minha filiação à Igreja Católica não foi uma conversão paulina, como a ocorrida no caminho de Damasco. Embora seja certo que Deus pode fazer coisas assim, meu caminho para a fé romana foi uma experiência educativa e gradual. A conversão é, em suma, um assunto espiritual, porém, muitos fatores podem contribuir para que ocorra. Meu desagrado pela confusão em que se encontra a cristandede evangélica foi o ponto de partida. Creio que foi a graça de Deus que me permitiu discernir a debilidade desse sistema religioso.

Mas antes que a minha insatisfação se fizesse sentir, estava eu muito feliz no Cristianismo evangélico. Confiava em Cristo, acreditava que os meus pecados seriam perdoados e pensava que conhecia os Evangelhos e o Novo Testamento. Pensava também que todas as demais religiões estavam erradas e via a Igreja Católica como uma igreja apóstata, cheia de corrupção medieval, que obscurecia o Evangelho para a ruína das almas. Estava convencido que a Palavra de Deus na Bíblia era a única autoridade para o crente (Sola Scriptura) e que eu era justificado apenas por minha fé e nada mais que a minha fé (Sola Fide). Estes eram para mim os principais lemas da batalha da Reforma. Quando encontrava algum católico, ia logo mostrando a “verdade” e tentava levá-los ao conhecimento de Cristo. Eu era tão anticatólico que me negava a orar na capela existente na universidade onde dava aula. Sabia que a União Evangélica Cristã buscava converter os católicos e pensava, então, que todo assunto católico era nada mais que pura hipocrisia.
 
Porém, a graça de Deus começava a operar em meu coração. Tudo começou com o tema do batismo. Os cristãos evangélicos estão bastante divididos a este respeito. Alguns aceitam o batismo de crianças e outros crêem que o batismo é apenas para o crente adulto. Estudei os fatos e não encontrei nenhuma referência explícita ao batismo de crianças no Novo Testamento; assim, decidi investigar quanto tinha sido inserida esta prática entre os cristãos. Será que poderia remontar aos tempos dos Apóstolos ou tinha se infiltrado na Igreja durante os primeiros séculos? Ao seu tempo, descobrí que o batismo de crianças era claramente apoiado pelo registro histórico. Se tivesse sido uma inovação, deveria então existir algum protesto contra a sua introdução na Igreja. Não pude encontrar nem um só grupo cristão anterior ao século XVI que rejeitasse o batismo das crianças. E até descobrí que estes primeiros cristãos batistas apenas aspergiam a cabeça do adulto ao batizá-lo. Achei que a imersão (que também era um ponto importante para alguns evangélicos) não tinha sido iniciado até o século XVII. Descobrí, então, que as igrejas batistas eram frágeis quanto ao rigor e a continuidade histórica.
 
Assim, rejeitei o batismo “apenas para adultos”. Para mim, isto era uma parte crucial da verdade e comecei a tentar convencer os evangélicos batistas agora que tinha conhecimento do erro de suas crenças. Alguns me disseram que eu estava obcecado por um assunto de importância secundária. Isto me chocou! Como poderia um mandamento solene de Jesus Cristo ser considerado como de importância secundária? Fiquei assombrado quando o renomado líder evangélico Martyn Lloyd-Jones, em seu livro “What Is an Evangelical?” (“O que é um Evangélico?”) comentou sobre o assunto da desunião das igrejas evangélicas, dizendo: “Outro assunto que devemos pôr na mesma categoria é a idade e o modo do batismo: a idade do candidato e o modo de administrar o rito do batismo. Devo pôr, então, na categoria das coisas que não são essenciais porque não se pode provar nem um nem outro usando apenas as Escrituras. Lí livros sobre o tema durante 44 anos e creio que sei menos agora do que sabia no começo. Portanto, enquanto afirmo – junto com todos nós – que creio no batismo, porque é evidentemente uma ordem de Deus, não devemos nos separar no que tange à idade do candidato e ao modo de administrá-lo”.
 
Aqui temos um homem que, crendo na autoridade da Bíblia como única condutora do crente, não pôde estabelecer o padrão bíblico para o Batismo. Isto é o que eu chamo de “aprender e não chegar ao conhecimento da verdade”. Ironicamente, na mesma obra, Lloyd-Jones ensina a suficiência da Escritura e que o Evangelicalismo é muito mais claro em sua lógica que o Catolicismo! Isto me fez olhar para outras discordâncias que existem entre os evangélicos. Se fossem apenas assuntos secundários, não haveria a necessidade de criar denominações separadas, cada qual esgrimando diferentes teorias para o retorno do Senhor, para o significado da Ceia do Senhor, se o crente pode ou não pode perder a sua salvação, ou as disputas sobre os dons carismáticos. A lista é longa.
 
A minha formação acadêmica é a de historiador e, como tal, me concentrei na História da Igreja. Não pude deixar de me assobrar quando vi que não podia encontrar nem um só registro do cristianismo evangélico na Igreja anterior ao século XVI. Nem mesmo os valdenses e os seguidores de Wyclif tinham idéia da salvação apenas pela fé. Ambos os grupos participavam dos sacramentos da Igreja Católica e passaram como movimentos de reforma dentro da Igreja e não como igrejas separadas. Nenhum dos Padres da Igreja pregou a salvação somente pela fé. O próprio Wyclif morreu enquanto participava de uma missa, sem ter sido batizado como crente e contente com seu batismo católico que recebera quando criança!
 
A teoria de que a conversão do imperador romano Constantino no século IV deu início à corrupção da Igreja é ainda mais inacreditável. Descobrí que a Igreja primitiva cria no batismo das crianças, na regeneração pelo batismo, nos bispos, na sucessão apostólica, na presença de Cristo na Eucaristia, no sacerdócio sacrificial, nas orações pelos falecidos e de um papel todo especial do bispo de Roma. Tudo isto se encontra claramente séculos antes de Constantino. Nas palavras do Cardeal Newman, “quem adentra na História, deixa de ser protestante”. Não pude achar um só registro dos evangélicos bíblicos, um grupinho de fiéis que se apegaram às crenças que caracterizam os evangélicos de hoje: somente a Bíblia e justificação apenas pela fé. O tratamento evangélico para a História da Igreja é superficial: nos fala de pessoas como Ambrósio, Agostinho e Atanásio como se fossem cristãos que apenas empregavam a Bíblia, ignorando completamente o contexto católico em que eles viveram. Classifico isto como intelectualmente desonesto.
 
Descobrí que a história dos evangélicos está assentada sobre mitos. A Igreja Católica – me afirmavam – tinha queimado as cópias da Bíblia. Pelo contrário, comprovei que a Igreja Católica preservou a Bíblia, definindo o seu cânon e só queimou e proibiu a leitura das edições que eram traduções inexatas e heréticas. Por exemplo, Bíblias como a tradução de Tyndale, que ostentava notas de rodapé atacando a Igreja e o Papa. Também descobrí versões traduzidas para os idiomas vernáculos vários anos antes da reforma alemã. Os Evangelhos foram traduzidos para o anglo-saxão muito antes que o idioma inglês fosse formado!
 
Também descobrí que o famoso “Livro dos Mártires”, de John Fox, um católico apóstata do século XVI, era impreciso. Muitos dos “martires” durante o reinado de Maria Tudor eram anti-ortodoxos, tendo sido queimados durante o reinado da rainha Isabel, que era protestante. De fato, Fox apoiou um regime que torturou e assassinou católicos que apenas queriam viver na fé dos seus antepassados. Apoiou também um regime que queimou cristãos evangélicos como os batistas! Foram cristãos protestantes os que perseguiram os pais do Puritanismo na Inglaterra do século XIX e esse grupo, por sua vez, já estabelecido na América, passou a perseguir os seus próprios companheiros de fé.
 
Eu tinha aceito a falsa idéia perpetuada por Lloyd-Jones e outros mestres evangélicos, que os católicos crêem na revelação contínua. Descobrí que, muito pelo contrário, a doutrina católica ensina que a revelação pública terminou com o que receberam os Apóstolos e que a fé foi entregue de uma vez aos santos. É dever da Igreja, como “coluna e fundamento da verdade” (1Timóteo 3,15), a interpretação e o discernimento do depósito original da fé. A Igreja Católica não inventou a transubstanciação no século XII, nem inventou o dogma trinitário no século IV. Como evangélico, fiquei perplexo ao me encontrar na mesma situação dos Testemunhas de Jeová que afirmam que a palavra “Trindade” não se encontra na Bíblia. Eu imaginava que a doutrina estivesse ali e o termo simplesmente a definia. Porém, acabava tendo por problema o fato de não poder usar este argumento para discutir a questão do Purgatório com um católico. Eu acabava respondendo que o caso do Purgatória não podia ser definido claramente. Mas esta era uma resposta bastante deficiente pois era subjetivamente evangélica. Além disso, Lutero, Calvino, Wesley e uma certa quantidade de outros reformistas “enxergavam” o batismo das crianças, enquanto que Spurgeon, Billy Graham e muitos outros não o encontravam na Bíblia. O ensinamento católico era mais lógico: Deus estabeleceu uma Igreja como árbitro final e não pode ela ser culpada pela confusão. O desenvolvimento da doutrina é como a revelação de um filme fotográfico: a imagem está no filme, mas à medida que o tempo e as circunstâncias mudam, a imagem se torna mais visível.
 
Não pude encontrar um só texto que afirmasse que apenas a Bíblia era suficiente. A famosa passagem que afirma que a Escritura é útil (2Timóteo 3,16) significa claramente que é um apoio, não que seja suficiente. Assim como é útil para mim beber água regularmente, mas não é suficiente como a alimentação completa. Não pude encontrar um só versículo que ensinasse que a Palavra de Deus deveria ser exclusivamente a palavra escrita. Mas encontrei Jesus honrando as tradições da fé judaica de sua comunidade, que não se encontravam na Escritura; sua condenação das falsas interpretações das tradições feitas pelos fariseus não era uma condenação da tradição em si mesma, já que a Igreja que Ele fundou sobre os Apóstolos aceitou tanto as tradições escritas [Escrituras] quanto as orais.
 
Nesse momento decidi reexaminar a minha crença em Cristo. Seria possível alguém ter sido enganado? Seria possível que Cristo fosse um falso Messias? Depois de todos os judeus O terem negado, poderia o povo mais brilhante e durador do mundo ter se equivocado? Portanto, comecei a ler apologética judaica contrária ao Cristianismo, que centrava seus ataques principalmente afirmando que as profecias sobre o Messias não tinham se cumprido; afirma ainda que Jesus nunca declarou ser Deus e que os seguidores gentios acrescentaram “conceitos pagãos” como o nascimento virginal e a Encarnação. Isto me fascinava porque se parecia muito com as acusações que os anticatólicos fazem, dizendo que essas mesmas coisas são acréscimos pagãos. Passei a ver isto como a culminância lógica da teoria evangélica: se o Paganismo contaminou o Cristianismo, então como pode um ensinamento divino e permanente ser comparável à incorruptível Torah? Outro livro anticristão me levou ainda mais para essa direção ao me questionar: se a religião de Cristo é a verdade, por que existem tantas igrejas cristãs diferentes? Assim enxerga o Cristianismo o intelectual judeu: como um fracasso.
 
Então voltei novamente a observar Cristo. Não poderia rejeitar sua divindade. Poderia ver que o Novo Testamento ensinava que Ele é Deus e isto não era um acréscimo pagão. O judaísmo moderno não é igual ao judaísmo da época de Nosso Senhor; é algo que se desenvolveu com o tempo e que também se dividiu em seitas. Inclusive, dentro do judaísmo ortodoxo há interpretações rabínicas que estão em conflito. Continuei me apegando fervorosamente à minha crença no Cristianismo “apenas com a Bíblia”. A forma de vida e a comunidade evangélicas são muito acolhedoras e, para mim, os cultos católicos pareciam frios quando comparados. Ao mesmo tempo, me desiludia cada vez mais da apologética anticatólica. Livros como “Catolicismo Romano”, de Loraine Boettner (um clássico anticatólico), apresentavam grosseiras distorções da realidade da doutrina e história [católicas]. Lembro-me de ter lido um livro evangélico que ridicularizava a doutrina católica da intenção sacramental. Na verdade, ridicularizava uma má representação dessa doutrina. A interpretação evangélica clássica dos textos petrinos cruciais, como Mateus 16, fundamenta-se em uma visão defeituosa e, então, eu já podia vê-la claramente. O jogo de palavras entre “Petros” e “petra” era periférico, uma vez que Nosso Senhor falava aramaico. A maioria dos eruditos evangélicos de hoje aceita a visão de que Pedro é a pedra e que recebeu as chaves da autoridade de uma maneira especial, pois assim como os antigos reis de Israel delegavam suas chaves de autoridade ao seu principal ministro ou vizir, Jesus designou Pedro como seu representante ou vigário. As chaves, em qualquer cultura civilizada, representam poder. Me dei conta que distorciam os escritos dos Padres da Igreja para fazê-los harmonizar com seus argumentos anticatólicos.
 
Há algumas pessoas que propõem a idéia de que os Padres da Igreja estão em desacordo com a idéia de Pedro ser a pedra de que fala Mateus 16. Um exame cuidadoso dos escritos patrísticos revela que se referem a diversos aspectos e significados das Escrituras; assim como uma casa é construída sobre uma série de alicerces, os escritores patrísticos observam os diferentes sentidos da Escritura sem se contradizer em absoluto.
 
Ao contrário do que anunciava o mito evangélico, encontrei aí evidência histórica abundante para a presença de Pedro em Roma e o estabelecimento de seu Bispado. Ao ouvir Nosso Senhor dizer [a Pedro] que a carne e o sangue não lhe tinham revelado sua divindade, podemos ver o dom de Deus que é o Papado em sua forma embrionária. Me surpreendeu encontrar, já desde o século I (quando o Apóstolo João ainda vivia), que o bispo de Roma escrevesse à igreja de Corinto, instruindo e advertindo seus membros que, se não considerassem o seu conselho, estariam em grave perigo. Com o passar dos séculos, a evidência do Papado aumenta. Então descobrí que havia respostas razoáveis para as objeções evangélicas. Lembro-me muito bem do comentário que lí em um “livro de visitas” de certa igreja anglicana; foi escrito, obviamente, por um visitante católico e dizia: “Onde está Pedro, aí está a Igreja”. Essas palavras que ficaram gravadas na minha mente, eram as palavras de Ambrósio, proferidas no século IV. A igreja angligana pode ter conservado os edifícios católicos erguidos antes da Reforma, porém, certamente, não conservou a antiga fé. Apesar de sua “cara de Catolicismo”, a igreja anglicana do século XIX é protestante. Isso se manifesta na ordenação de mulheres e outras aberrações que nela tomaram forma. O papel de Pedro chegou a estar tão claro para mim, que nem sequer conseguia considerar a pretensão das igrejas ortodoxas orientais de ser a verdadeira Igreja de Cristo. Nessas igrejas (ou, melhor dizendo, nessas comunhões) pude apreciar uma formosa liturgia, mas também uma falta de clareza magisterial. Por exemplo, até a década de 1930, as igrejas cristãs rejeitaram claramente a anticoncepção como uma coisa instrinsicamente imoral. Em 1930, a igreja anglicana a aprovou e outras [igrejas] a seguiram a partir de então. Isso inclui os ortodoxos, que também aceitam o divórico e as segundas núpcias. Apenas a Igreja Católica manteve uma posição firme nesses assuntos e isso sob o custo de perder a Inglaterra no século XVI.
 
Os ortodoxos abandonaram o sucessor de Pedro para se apegar ao poder imperial de Constantinopla. Depositando sua confinça nos príncipes, colheram finalmente um fracasso. Enquanto todas estas coisas me indicavam, sem sombra de dúvidas, que a pedra da Igreja Católica era firme, o liberalismo de algumas pessoas dentro da Igreja me pertubava. Então, ao ler a parábola da casa construída sobre a pedra, me dei conta que a chuva e o vento a ferem também. Os excêntricos e os dissidentes, porém, não podem demolir a casa; podem tirar-lhe pedaços da pedra, mas não a pode destruir. Assim foi que descobrí, pararalelamente ao que ocorreu com Nosso Senhor, que a oposição se concentra em três áreas principais. Durante o ministério terrestre [de Jesus], as autoridades religiosas se horrorizaram diante:   
 

1. Das suas declarações de ser Deus;
2. Do fato de que perdoava os pecados; e  
3. De sua declaração que, para ter a vida eterna, deve-se comer de Seu Corpo e Sangue.  

 
Tudo isto continua sendo a razão de uma oposição virulenta entre os evangélicos. Lembro-me muito bem que, quando era evangélico, ironizava o ensinamento católico da confissão a um sacerdote, da crença na transubstanciação, na Missa, na infalibilidade do papa e da Igreja. Lembro-me de ter refutado, afirmando que apenas Deus poderia ser infalível.
 
Meu exame cuidadoso das Escrituras me mostrou também que a doutrina católica sobre Maria se fundamenta na Palavra de Deus e não é importada do Paganismo. O fato de os pagãos terem cultuado deusas não invalida a crença em Maria, assim como o fato de os pagãos terem realizado sacrifícios não invalida os sacrifícios ordenados na Bíblia. Pude perceber que os católicos não a adoram mais que os anglicanos adoram a Oliver Cromwell, quando estes colocam flores aos pés de sua estátua nos dias comemorativos.
 
A doutrina católica da comunhão dos santos chegou a ser para mim uma verdade estabelecida. Se “a oração do justo tem muito poder” então aqueles que morreram no Senhor, sendo espíritos perfeitos de homens justos, devem possuir um valor superlativo para nós. Isto é ilustrado perfeitamente em Apocalipse 5, em que os 24 anciãos representam os santos que oferecem suas orações a Deus. Antes de ingressar na Igreja Católica, uma das últimas linhas de resistência evangélicas é levantar as vidas de certos católicos que são bastante desastrosas. Essa objeção me foi dissipada ao ler Ronald Knox. Knox foi criado em um ambiente profundamente evangélico e logo se converteu ao Catolicismo. Uma vez disse que se ele esquecesse o guarda-chuva na entrada de um templo metodista, ao retornar encontrá-lo-ia ainda ali; porém, não seria possível assegurar que o mesmo ocorreria em um templo católico. Os metodistas usaram muitas vezes esta frase a seu favor; contudo, na realidade, é um testemunho contrário a eles. Cristo veio para salvar os pecadores e a rede da Igreja foi lançada para pescar todos os homens. A Igreja não é um clube para leitores da Bíblia de classe média; a Igreja de Jesus Cristo é uma poção misturada e o erro dos reformistas foi acreditar que a Igreja deve ser composta 100% pelos eleitos de Deus.
 
Nosso Senhor disse claramente que “muitos são chamados, mas poucos os escolhidos”. Ainda que seja certo que conheci alguns católicos bastante desviados da fé, também é certo que a grande maioria dos católicos são pessoas de bem que querem viver a vida em conformidade com os ensinamentos da Igreja. O fato de muitos católicos desobedecerem os ensinamentos da Igreja só confirma as palavras de Nosso Senhor: “A quem mais se dá, mais lhe será exigido”. São os católicos os que terão um juízo mais severo, iniciado pela Casa de Deus, quando o Senhor, no fim dos tempos, separar o trigo do joio.
 
Comecei a perceber que, tal como os fariseus do tempo de Jesus, os evangélicos tinham um ponto de vista superficial sobre a adoração de Jesus. Isto pode soar um pouco duro, mas de fato muitos cristãos “bíblicos” acumularam uma série de regras que condenam comportamentos certamente inofensivos, como se fossem anticristãos. Primeiro, se favorece a opinião de que ingerir algo é pecado e logo se ensina que Jesus bebeu apenas suco de uva, e que o vinho do milagre de Caná não tinha teor alcóolico. A outro pode parecer que dançar é abominável. Pode-se escrever uma longa lista de costumes semelhantes. Há evangélicos que pensam que fumar é evidência de que alguém não é crente, mas Spurgeon, comentarista batista do século XIX, fumava. Outros não jogam na loteria, mas investem seu dinheiro na bolsa. É quase impossível criar um estereótipo do crente evangélico, mas é possível dizer com segurança que a grande maioria aceita a anticoncepção. Pagam o dízimo de seu ganho a Deus (o evangelismo não custa barato a ninguém), mas não de seus corpos. Todo o sistema da “Sola Scriptura” é subjetivo. Foi-me contada uma história sobre uma senhora a quem alguém perguntou se acreditava realmente que ela e seu empregado eram os únicos cristãos, ao que ela respondeu: “Bom… Não estou muito segura se Jaime é”.
 
Não estou sozinho, pois nos últimos anos muitos evangélicos tradicionais converteram-se à fé católica. E o fizeram ainda que o caminho para a Igreja estivesse bloqueado por falsas representações semeadas pela oposição. Isto é seguramente uma graça de Deus, pois sempre haverá oposição para aqueles que quiserem cumprir perfeitamente as palavras de Nosso Senhor. A oposição provém das forças do secularismo, do materialismo, do modernismo e de outras filosofias. Tudo isto rejeita os ensinamentos que são peculiares à Igreja Católica. A Igreja é a pedra pequena predita pelo profeta Daniel, que destruirá a falsa imagem. É a semente que cresce até se tornar uma forte árvore. É o caminho que Isaías profetizou e que os homens não poderão deixar de encontrar. É a casa erguida sobre a rocha.
 
O Cardeal Herbert Vaughan (1832-1903) resumiu com palavras muito sábias o que usarei como corolário:
 

“É prática comum dos opositores da Igreja Católica tentar frear as almas apresentando-lhes uma multidão de dificuldades e objeções contra as doutrinas da Igreja. Sobre isto, podemos dizer duas coisas: Primeiro, seria muito fácil examinar esta lista de dificuldades e publicar um exame das mesmas, o que já foi feito por doutos católicos em grandes obras. Porém, é óbvio que para contender com tais problemas, deveria ser um teólogo ou passar toda a vida pesquisando, já que é necessário refutar todas as acusações. Por outro lado, temos as obras dos escritores anticatólicos, escritas para cegar ou confundir o caminho. Obras compostas por calúnias, citações adulteradas e uma mistura cuidadosamente dosificada de erro e verdade. Tais [obras] tentam, ao mesmo tempo, golpear e alienar tanto no sentido moral quanto no sentido intelectual. Se não conseguem total êxito assim, ao menos semeam perplexidade, ansiedade e o retardamento no caminho da busca de Deus. Porém, ao invés de ingressar em um labirinto cheio de dificuldades e quebra-cabeças de objeções, a via mais curta e satisfatória deverá ser eleita. Primeiro, encontrar o divino mestre, o pastor supremo, o vigário de Cristo. Concentre todas as suas faculdades mentais e morais na cabeça terrestre da Igreja de Deus. Essa é a chave para resolver esta situação”.

 

Publicado originalmente em inglês na revista “This Rock” Vol. 9, nº 3 em março de 1998.
Robert Ian Williams, oriundo de Gales, é professor em Londres e publicou uma série de curtos tratados sobre a fé católica e sua história. 

 

 

 

 

Todos os artigos disponíveis neste sítio são de livre cópia e difusão deste que sempre sejam citados a fonte e o(s) autor(es).

Para citar este artigo:

WILLIAMS, Robert Ian. Apostolado Veritatis Splendor: ROBERT IAN WILLIAMS: EX-PROTESTANTE. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/5279. Desde 27/08/2008.

 

 

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5 Respostas

  1. Toma “sola scriptura”. Toma “sola fide”. Toma…as outras “solas”.
    Gostei da parte que o Evangelismo não é barato pra ninguém…HAHAHA!

  2. Sou um neo-catolico que tive uma experiencia com nosso Senhor,tipo a de Saulo,e que apesar de dois mil anos de pregações apostolicas,não deixava a verdade entrar ate que cai do cavalo.Amei a forma eloquente e veraz com que relata este assunto.Que Deus te abençoe e te use ainda mais para iluminar aqueles que jazem na obscuridade.Paz e Força.

  3. Sou evangélico, nasci num Lar de católicos foi batizado quando criança mais não me recordo, pois era muito novo, sendo que este batismo eu não conheço pois não foi eu que escolhi e sim meus pais.
    Meu pai era católico vivia bêbado e fumava mais de um maço de cigarros. Certa Vez ele teve um problema de saúde e foi obrigado a deixar o álcool, mais continuo fumando.
    Em casa tinha um quatro de Jesus e Maria e uma imagem de suas senhora aparecida. Nuca gostei deste quatro e desta imagem, pois tinha medo elas pareciam me olhar.
    Fui algumas vezes para igreja católica mais não gostava de entrá-la porque tinha medo das imagens.
    Certa Vez minha mãe teve um problema psiquiátrico, meu pai buscou de tudo para livrar minha mãe deste mal, apelou até para os espíritos imundo, mais não conseguiu minha mãe foi internada mais de uma vez.
    Mais a paz no meu lar só Reino quando meu pai buscou ajuda em uma peque igreja que tinha perto de casa uma igreja chamada ASSEMBLEIA DE DEUS.
    Nela meu pai deixou o vicio do cigarro, e minha mãe conseguiu ser livre dos seus problemas psiquiátricos.
    Meu pai era uma nova pessoa completamente diferente de antes ele só falava em Jesus tinha o maior prazer em ir para igreja e falar de Jesus para qualquer pessoa,
    A maior alegria dele era quando eu falava pai ontem eu fui para igreja.
    Nestes últimos dias ele teve um câncer na laringe por causa do cigarro que ele fumou, e perto dele morrer eu disse que tinha ido a igreja ele me disse com a maior dificuldade do mundo, pois ele estava com uma traqueostomia na garganta para poder respirar ele me disse: NUCA DEIXE JESUS.
    Este Jesus que meu pai acredita que eu creio.

  4. Sou evangélico, nasci num Lar de católicos foi batizado quando criança mais não me recordo, pois era muito novo, sendo que este batismo eu não conheço pois não foi eu que escolhi e sim meus pais.
    Meu pai era católico vivia bêbado e fumava mais de um maço de cigarros. Certa Vez ele teve um problema de saúde e foi obrigado a deixar o álcool, mais continuo fumando.
    Em casa tinha um quatro de Jesus e Maria e uma imagem de suas senhora aparecida. Nuca gostei deste quatro e desta imagem, pois tinha medo elas pareciam me olhar.
    Fui algumas vezes para igreja católica mais não gostava de entrá-la porque tinha medo das imagens.
    Certa Vez minha mãe teve um problema psiquiátrico, meu pai buscou de tudo para livrar minha mãe deste mal, apelou até para os espíritos imundo, mais não conseguiu minha mãe foi internada mais de uma vez.
    Mais a paz no meu lar só Reino quando meu pai buscou ajuda em uma pequena igreja que tinha perto de casa uma igreja chamada ASSEMBLEIA DE DEUS.
    Nela meu pai deixou o vicio do cigarro, e minha mãe conseguiu ser livre dos seus problemas psiquiátricos.
    Meu pai era uma nova pessoa completamente diferente de antes ele só falava em Jesus tinha o maior prazer em ir para igreja e falar de Jesus para qualquer pessoa,
    A maior alegria dele era quando eu falava pai ontem eu fui para igreja.
    Nestes últimos dias ele teve um câncer na laringe por causa do cigarro que ele fumou, e perto dele morrer eu disse que tinha ido a igreja ele me disse com a maior dificuldade do mundo, pois ele estava com uma traqueostomia na garganta para poder respirar ele me disse: NUCA DEIXE JESUS.
    Este Jesus que meu pai acredita que eu creio.

    • Prezado irmão Ivaldo,

      Prazer em conhecê-lo. Meu nome é Márcio, ex-evangélico da Assembléia de Deus, convertido a Igreja Católica de Nosso Senhor Jesus Cristo pela graça de Deus.
      Achei muito interessante seu testemunho: seu pai era “católico” que vivia bêbado e fumava mais de um maço de cigarros e, quando sua mãe precisou de ajuda, ele “apelou até para os espíritos imundo”.
      Onde seu pai era católico, meu amigo?
      Onde a Igreja ensina alguém a fumar, beber e procurar espíritos imundos? Mostre algum ensino da Igreja Católica para isso.
      Esse é o ‘Lar de católicos’ que você nasceu?
      O fato de seu pai professar uma fé que não segue e ter imagens dentro de casa não fazia dele um católico, da mesma forma que ‘aceitar Jesus como salvador’ não é motivo de salvação alguma porque a “fé sem obras é morta” (Tg 2,17).
      A maior prova disso é você próprio que afirma que não conheceu mais seu batismo e até tinha medo de entrar onde estavam as imagens; se seu pai fosse um verdadeiro católico, teria lhe ensinado a viver seu batismo a cada dia de sua vida na vivência do amor ao próximo e teria lhe mostrado que aquela imagem de “sua senhora aparecida”, como você desdenhosamente se refere, serve para alimentar a fé e a esperança em Cristo Jesus ao invés de causar medo em quem quer que seja.
      Desculpe irmão, mas seu pai jamais foi católico. Se ele fazia tudo isso e ainda se dizia católico, então ele ia contra a Lei de Deus levantando falso testemunho.

      Outro ponto interessante de seu relato é esse: “Mais a paz no meu lar só Reino quando meu pai buscou ajuda em uma pequena igreja que tinha perto de casa uma igreja chamada ASSEMBLEIA DE DEUS. Nela meu pai deixou o vicio do cigarro, e minha mãe conseguiu ser livre dos seus problemas psiquiátricos”.
      O que chama a atenção é que você em momento algum menciona o nome de Jesus como o verdadeiro autor das graças recebidas, pelo contrário, faz questão de colocar em letras garrafais o nome da igreja a qual você atribui as bênçãos. Observe bem:
      – foi na igreja que seu pai buscou ajuda;
      – foi na igreja que seu pai deixou o vício do cigarro;
      – foi na igreja que sua mãe conseguiu a cura dos problemas psiquiátrico e
      – foi a igreja a responsável pela paz em seu lar depois que seu pai buscou ajuda nela.
      Ou seja, você nada atribui a Jesus, mas tudo à “ASSEMBLEIA DE DEUS”!!!

      Vejamos a continuação de seu testemunho: “Meu pai era uma nova pessoa completamente diferente de antes ele só falava em Jesus tinha o maior prazer em ir para igreja e falar de Jesus para qualquer pessoa, A maior alegria dele era quando eu falava pai ontem eu fui para igreja”.
      – Agora seu pai ‘só falava’ em Jesus;
      – o maior prazer dele era ir para a igreja e falar de Jesus para qualquer pessoa e
      – a maior alegria que tinha era quando você lhe comunicava “pai ontem eu fui para igreja”.
      Quer dizer, seu pai apenas falava em Jesus, mas viver o mandamento de Jesus “amai-vos uns aos outros” que é o que realmente importa, nada! Se “só falar em Jesus” fosse sinônimo de salvação, então até o diabo está salvo porque ele mesmo fala que Jesus é o filho de Deus: “Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?” (Mc 5,7). Ademais, o próprio Jesus afirma que uma fé vazia não salva ninguém: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!” (Mt 7, 15.19-23).

      Continuando seu relato:
      “Nestes últimos dias ele teve um câncer na laringe por causa do cigarro que ele fumou, e perto dele morrer eu disse que tinha ido a igreja ele me disse com a maior dificuldade do mundo, pois ele estava com uma traqueostomia na garganta para poder respirar ele me disse: NUCA DEIXE JESUS.
      Este Jesus que meu pai acredita que eu creio.”

      No leito de morte você lhe trouxe uma ‘boa notícia’ para seu pai (certamente com a intenção de deixá-lo feliz). Foi isso que você disse: Pai, hoje servi a Jesus e amei verdadeiramente todos os meus irmãos!?
      Não! A notícia que você lhe trouxe foi essa: Pai, hoje eu fui à IGREJA!
      Isto sim o deixou feliz . A igreja foi o motivo de sua felicidade, e não Jesus.

      Olhe bem seu testemunho, meu caro Ivaldo, verá que sempre menciona Jesus em segundo lugar porque, em primeiro, está a Assembléia de Deus. E, como se denomina quando se coloca algo no lugar de Deus?
      I.D.O.L.A.T.R.I.A.
      Isso mesmo! Idolatria.
      Você escreve com desprezo que seu pai tinha “sua senhora aparecida” para depois dar o orgulhoso testemunho que ele achou outra senhora, “sua senhora ASSEMBLEIA DE DEUS”.
      Nem seu pai nem você colocam Jesus em primeiro lugar. Seu testemunho é o de alguém que colocar uma simples igreja como sendo fonte de graças, paz e felicidade. Vocês tiraram Jesus do centro de suas vidas para colocar uma mera igreja, que sequer consta na Bíblia.
      É este Jesus que seu pai acredita e que você também crê? Num Jesus em que só se fala, mas nada pratica daquilo que Ele pregou?
      É este Jesus relegado a segundo plano que você crê?
      Este “jesus” que você acredita está muito longe do verdadeiro Filho de Deus que a Bíblia ensina.

      Lamento que seu pai não tenha sido um verdadeiro católico para lhe ensinar o que é a verdadeira Igreja e o verdadeiro batismo como também lamento que, como evangélico, ele tenha lhe ensinado a colocar uma simples igreja no lugar do Senhor.
      Seu pai apenas seguiu doutrinas humanas, porque é exatamente isso que a Assembléia de Deus faz: ela ensina os fiéis a simplesmente falarem muito de Jesus, mas nada se pratica daquilo que Ele ensinou porque tudo o que os ‘assembleianos’ fazem é obedecer às doutrinas da Igreja, falsamente identificadas como sendo mandamentos bíblicos.
      Não ensinam vocês que os pastores são “homens de Deus”? Pois é! Fazem isso exatamente para que ninguém questione aquilo que ensinam nos púlpitos, onde usam versículos bíblicos separados de seus contextos para ensinarem doutrinas que nada tem de bíblicos e esconder aquilo que a Bíblia denuncia e que eles praticam.
      Seu pastor não ensina que se deve seguir apenas aquilo que a Bíblia ensina? Pergunte a ele onde a Bíblia diz que a Igreja Evangélica Assembléia de Deus é a verdadeira igreja de Cristo, e não uma simples igreja de criação humana.
      Seu pastor também não afirma que não se deve ter mediadores porque existe o livre acesso do homem para com Deus através de Cristo e também a livre interpretação da Bíblia? Então pergunte por que ele sobe no púlpito para pregar a Palavra, se você pode ler e interpretar a Bíblia por si mesmo por inspiração do Espírito Santo.

      A Assembléia é uma igreja dividida em várias igrejas, disfarçados sob o nome de ministérios. Existe o ministério de Belem, ministério das Flores, ministério de Madureira, Ministério da Missão e assim por diante. É comum andar por uma cidade e encontrar a Assembleia de Deus pertencente a um ministério num quarteirão e logo a seguir, no quarteirão vizinho, encontrar outra Assembleia de Deus pertencente a outro ministério, onde uma concorre com a outra para arrebanhar fiéis. Pergunte ao seu pastor como podem existir essas divisões e a própria Bíblia afirma que isso é errado: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (ICor 1,10).

      É costume comum, nas Assembléias de Deus que a ceia seja dada periodicamente; em muitas, isso acontece no primeiro sábado de cada mês. Você já perguntou ao pastou ou procurou por si mesmo onde na Bíblia diz isso?
      O próprio Jesus afirma: “Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” (ICor 11,25). Veja que Jesus afirma “fazei isto todas as vezes” e não “fazei isto uma vez por mês, ou uma vez por semana”.

      É exatamente por essas e outras enganações que nada tem a ver com o que a Bíblia ensina que percebi o erro que estava em fazer parte de uma igreja inventada por homens, que sequer falam a mesma coisa e onde só existe divisões em vários pensamentos e em vários pareceres.
      E foi exatamente por ler e compreender a Bíblia como um todo e não por versículos isolados daqui e dali que encontrei a verdadeira e única Igreja edificada por Jesus, a Igreja católica, aquela mesma que você deixou sem nunca ter tido a felicidade de ser parte dela.

      Espero que você abra seu coração para que o verdadeiro Cristo ilumine sua vida e que a partir daí Ele, e não uma igreja criada por homens, esteja em primeiro lugar em sua vida.

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